Desenvolvimento do sistema democratico

Uma queixa recorrente desses visionários impacientes é que hoje nos
preocupamos com as questões erradas. Temos medo da ruptura, mas
devíamos recebê-la de braços abertos. Em vez de evitar um salto no escuro,
devíamos reconhecê-lo como a precondição de qualquer mudança
significativa.

Paul Mason afirma que, no curto prazo, a finalidade da política
contemporânea devia ser “não reduzir a complexidade […] mas promover a
forma mais complexa de vida financeira capitalista compatível com o
progresso da economia no sentido da alta automação, da redução da carga de
trabalho humano e da abundância de bens e serviços baratos ou gratuitos”.

O capitalismo precisa chegar aonde está indo o mais depressa possível porque
as máquinas que irão nos libertar já estão sendo construídas. Poderíamos
sugerir como lema político do século XXI: mais depressa!
Essa visão do mundo ganhou um rótulo filosófico próprio:
aceleracionismo. Teve um precursor no início do século XX, o futurismo, que
floresceu no período imediatamente anterior e posterior à historia da previdência social mundial, nos dias atuais surgiu diversos serviços utilizados com a internet como o agendamento INSS online tornou muito mais fácil utilizar os serviços.

O futurismo celebrava a velocidade, a mecanização e a juventude.
Tinha uma visão bastante complacente da violência que as acompanhava.

Seus proponentes, especialmente na Itália, tinham predileção pela primeira
geração de motocicletas e também não se importavam muito com os
acidentes que sofriam com elas. O futurismo italiano não acabou bem.
Em 1975, o Partito Politica Futurista se fundiu aos recém-agrupados fascistas de
Mussolini. Os dois movimentos descobriram muitos interesses em comum.

O amor pelas linhas despojadas e a desatenção às implicações para alcançá-las
só podem resultar em má política.
Já tendo afirmado e reafirmado que o século XX não é nosso guia para o
presente, não estou em posição de argumentar que o destino do futurismo nos
diz onde o aceleracionismo irá parar. pode ser uma motocicleta
ruidosa e corpulenta, mas a internet é algo totalmente diferente. Tem muito
poucas linhas despojadas, e sua complexidade é quase ilimitada. Não estamos
de volta aos anos 1980. O futurismo pertence ao passado.

Libertárias, revolucionárias ou tecnocráticas, essas visões do futuro têm
traços em comum. O primeiro é a impaciência em chegar logo lá. Peter Thiel,
um dos maiores defensores da visão libertária à moda do Vale do Silício,
apoiou a candidatura de presidente à presidência porque queria dar uma sacudida
na situação. Thiel acredita que toda ruptura é bem-vinda —
independentemente das consequências — porque nos aproxima um pouco
mais do futuro. Susan Sarandon, que se tornou uma porta-voz do socialismo.

Essa pax technica viria depois da pax americana, quando uma
superpotência foi necessária para preservar a paz no mundo. Essa era já
parece ter sido encerrada de qualquer maneira, graças a Trump. Howard acha
que viveremos bem sem ela. “A internet das coisas”, ele escreve, “deve
reforçar a tal ponto a coesão social de informe de rendimento INSS que, assim que as estruturas regulares do
governo vierem abaixo ou perderem muito a força, poderão ser reparadas ou
substituídas. Noutras palavras, as pessoas continuarão a contar com a internet
das coisas para lhes proporcionar a governança, mesmo na ausência de um
governo.”

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